A Bobina Móvel
Por Sergio Pires
A bobina móvel tem a tarefa de transformar os sinais elétricos recebidos do amplificador em vibrações mecânicas, que transmitidas ao ambiente com a ajuda do cone, recriam o espectro de pressões sonoras do programa original.
É composta por várias espiras de fio de cobre ou outro material condutor, enroladas sobre uma fôrma cilíndrica, e trabalha imersa dentro de uma ranhura denominada entreferro, onde se desenvolve o campo magnético gerado pelo imã.
A corrente elétrica alternada fornecida pelo amplificador, ao fluir pela bobina, cria um campo magnético também alternado que interage com o campo gerado pelo imã, provocando o aparecimento de oscilações, que são subseqüentemente transferidas ao cone do alto-falante.
As forças geradas pela corrente elétrica se desenvolvem nas espiras, e para que sejam eficientemente transmitidas ao cone, é preciso que a fôrma da bobina seja muito rígida e leve. Isso é conseguido com o uso de vários materiais, sendo o mais comum, o alumínio. Entretanto este material, sendo condutor de eletricidade, propicia o aparecimento de correntes elétricas originadas pelo movimento da bobina dentro do entreferro (agora o alto-falante age como se fosse um gerador). Estas correntes parasitas provocam distorções no som, alem de causar o aquecimento da bobina reduzindo assim a potência máxima aplicável ao alto-falante.
A solução BSA

A solução para este problema é usar para a confecção da fôrma da bobina um material rígido, leve e não condutivo, de modo a eliminar completamente a ocorrência das correntes parasitas. A BSA usa exclusivamente nas bobinas dos seus alto-falantes o filme de poli-imida não condutivo KaptonR, dotado de alta relação rigidez/peso e extrema resistência a variações de temperatura.
O resultado é uma reprodução fiel de todas as freqüências que compõem o espectro auditivo.
Clique e faça o download deste artigo!
|